quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Da infância e do Natal

Agora, assim que me lembro, e que as conversas de café a isso vão parar, eu acho que nunca acreditei no Pai Natal. Que existisse a sério. Não participo nas conversas de café, e saio antes de todos. Para quê? Uma diz que quando era pequena acreditava no Pai Natal. Eu penso até em entrar na conversa, mas não tenho muito para dizer. No fundo não me queria lembrar desse tempo tão distante. A verdade é que eu sempre soube de onde vinham as prendas. Sabia sempre que era dos meus tios que recebia o melhor, mesmo que o melhor para mim fosse apenas o comum para eles. Era o meu tio quem se vestia de Pai Natal. E todos sabíamos que era ele. Sem surpresas. Sem fantasias.

Fala-se muito. Mesmo muito, eu diria demais. Muita gente agora diz que o Natal é uma farsa. Que é uma época de hipocrisia. Se acredito? Sim, claro. Cada vez mais. Mas não sei se o dizem porque está na moda dizer que o Natal não presta, ou se realmente sabem o que é sentir a hipocrisia das pessoas no Natal. Das que são realmente próximas ou deveriam ser. Às vezes penso que as pessoas aderem a opiniões por modas. E agora é moda dizer que o Natal é hipocrisia.

O que faz do Natal uma hipocrisia são as pessoas. Que se chegam à frente uma vez por ano. Ou que estão lá por estar, fazem parte da mobília, mas que só naquela altura se mostram como luz.
Os meus Natais eram assim. As pessoas estavam na mobília. E no Natal mostravam todo o amor e carinho, escondendo assim um ano inteiro de, quer desprezo, quer de outras coisas mais graves. Acho que era um escape. Mas eu parti as pessoas da mobília. Parti com todas, e agora posso sentir-me triste porque não existe uma mesa farta, recheada de doces e coisas boas que me fazem engordar sempre no fim do ano. Mas sinto-me aliviada dessa ausência que se torna falsa presença uma vez por ano. Ou duas.

Acredito que algumas pessoas conseguem viver um espírito de Natal. Que no fundo é um espírito de convívio, de partilha que está para lá da prenda mais cara que se possa comprar. Sorrisos aquecidos por uma ternura constante, e que nessa noite são apenas o espelhar de toda uma vida de luta e partilha em conjunto. E no fundo isto nada tem a ver com o Natal propriamente dito, nem com o menino Jesus, tem a ver, sim, com o que somos TODOS OS DIAS.

Desejei um feliz Natal a algumas pessoas. Sentido. A outras desejei apenas um Feliz Natal a despachar, porque retribuir as "atenções" é de bom tom.

Mas as únicas que me ficam no coração foram aquelas a quem perdi horas para lhes desenhar um cartão apenas a pensar nelas. E foram um punhado apenas. E ainda bem, pois sei que estão ali todos os dias. E que são assim todos os dias.

O resto...

O resto...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Não... (Outros pensamentos!)



"És das muitas pessoas que começa uma conversa pelo inicio. Poucas pessoas têm a ousadia de começar a conversa pelo meio, pela liberdade de dar continuidade aos pensamentos em voz alta. Param sempre o fio condutor para saber se está tudo bem. Ou talvez nem sequer para saber, mais para entabuar conversa. Recebes a minha resposta, sempre igual.

Hoje não me apetece conversar contigo. Não sei porquê, mas temo que nesta altura do ano sofras do síndrome de que a maioria sofre e te queiras aproximar. Digo no meu tom de ironia que "estamos muito amigos". Não entendes o tom e dizes que sempre o fomos. Encolho os ombros, e não acredito muito, penso em perguntar o que queres.

Pergunto-te pelas coisas básicas, habituais, respondes-me as coisas básicas e habituais e eu sinto a distância. Encolho os ombros.

Procuro entre a minha memória alguma coisa para manter o fio de conversa que é cada vez mais longo, fino e frágil, pronto a partir. Encontro apenas nada, e tu ainda me perguntas se me lembro de mais esta e aquele. Digo-te que não, já um pouco exasperada por me quereres fazer lembrar coisas que a mim me dão igual, pessoas que não me dizem nada, tempos que se esfumaram como castelos construídos no ar. Encolho os ombros.

Dou-te uma música, e pergunto-me se apreciarás alguma vez a partilha das coisas simples, de uma música, em que eu digo que não vou a lado nenhum, uma música em que digo que por muito que as pessoas vão e voltem eu fico aqui. Mas isto não sou eu, não sou eu que estou a cantar, e não é isto que te quero dizer. Encolho os ombros.

Tenho, definitivamente que deixar de te dar música... "

(Excerto - grande - de texto)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Snifamento da dita.

O demónio vencido.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Pergunto eu.

Apenas gostava de saber se alguém me consegue descodificar isto:

"myilibrary behalf songs effusive zerubavel tomar terminology induced nashville agood derived
masimundus semikonecolori"

Perguntei a uma erudita da língua, e disse que poderia ser esperanto.

Perguntei a um... Hmmm não sei, deve ser erudito em muita coisa. Diz que esperanto não é mas também não sabe.

Se alguém quiser tentar descodificar a coisa...

(Anónimo, desculpa lá expor o teu comentário assim, mas com uma coisa destas estás à espera do quê?!)

(Esta imagem está tão merdosa, que quase me apetece dizer que não é minha... Bah...)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Publicidade na casa de banho.

A nova (velha) era na publicidade.

Nota: Caso apareça por aqui algum criativo, de alguma agência de publicidade, nada de meter a patinha na ideia. É que isto é criação minha e dava um bom anuncio. Querem, comprem a ideia.
Aos meus leitores, desculpem lá a gabarolice constante, mas prefiro assim, que um dia destes ver um anúncio destes do Oust sem ter ganho um tostão.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Carta ao Pai Natal.


Olá Pai Natal:

Eu poderia pedir-te algumas coisas, talvez diferentes das do ano passado, e tais como acabares com a crise, uma vez que nos afecta a todos, e eu não sou filha de nenhum dos do dueto sensação. R&R.
Talvez pudesse pedir-te alguns gadgets que tornariam a minha vida, não mais cheia ou mais feliz, mas com a sensação de ser mais cheia ou feliz, mas não o vou fazer por algumas razões que me parecem bastante óbvias e determinantes.

Primeiro, porque tu não existes. Tal como o Natal foi inventado para conseguir conquistar os pagãos e vergá-los ao cristianismo então emergente, tu foste inventado pela coca-cola, se não estou em erro. Ou seja, tal como o Natal, és um produto de manipulação de massas.

Segundo, se tu existisses eu duvido que tivesses algum poder contra esta crise inventada, e se tivesses duvido que o quisesses usar, porque ou não se tem poder e não se pode (Pensa-se que não se pode) fazer nada, ou se tem poder e se é dos que estão do lado de lá. Por outro lado, não podendo acabar com a crise serias afectado por ela, e duvido que me tocasse alguma coisa. Isto para não falar nos juízos de valor que terias de emitir acerca do meu comportamento, já que eu me recuso, por exemplo, a levantar o rabo para deixar sentar os velhotes no metro.

Isto é mais um ajuste de contas. Porque até uma certa altura - e que não foi o ano passado, concerteza - eu acreditei em ti, e porque até certa altura eu gostava do Natal, até que cresci, aparentemente mais que a grande maioria, e entendi que o Natal é um mito.

É que se queremos estar juntos das pessoas, proclamar paz e amor, e dizer que a família é um bem maior a defender, etc etc and so on, não o podemos fazer quando nos dê na gana? Tem de ser com dia e hora marcada e duração limitada, ainda por cima por outros, e que ano após ano se tem que repetir? E se eu simplesmente não quiser partilhar desses valores? E viver a vida à minha maneira? Tenho todos os anos que levar com as lembranças alheias acerca do que é o amor? E que sabem essas lembranças do amor? Não muito mais que eu concerteza...

Perguntas-me tu, porque te escrevo uma carta se não acredito em ti. Ora, Pai Natal, não me digas que nunca tiveste amigos imaginários? Se bem que tu não serias a personagem que eu escolheria para amigo e tal...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Heavy heart.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Outros pensamentos!

"Hoje tomei banho de palavras frias. Tomei banho de letras reunídas num sentido de muito baixa temperatura. Pareciam pequenas agulhas a picarem-me o corpo . Não havia calor para as aquecer, mas elas precisavam correr ao sabor de uma corrente, que teria necessariamente de passar pela minha pele encrespada.

Quis demorar pouco tempo neste banho, quis procurar o calor que dá o tom suave às palavras mas não consegui. Tive de gelar cada centímetro da minha pele, cada pedaço de mim, adormecer sob o gelo de palavras pontiagudas que me foram ferindo a alma. Porque não havia palavras quentes.

Uma avaria. Uma avaria no centro de calor, na fonte que dá calor às palavras e as torna suaves e doces. Falta uma peça importante, e não pode ser reparado, alguém me diz, depois de pedir um parecer. Olho para a torneira das palavras, Olho para o meu corpo frio, e pergunto-me se terei de tomar banho de palavras geladas para o resto da minha vida. Penso para comigo se quererei realmente abdicar do calor que acompanha uma palavra doce, e curtir o meu corpo até ficar pedra.

Até porque quando uma peça não tem arranjo troca-se, não é?"

Texto integral.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

À janela com as emoções.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Da virgindade ou o caminho das estrelas.

I

Antigamente chegar virgem ao casamento era uma verdade incontestável. Agora é uma realidade quase impensável. O sexo, antigamente era tabu, em toda a sua extensão, agora existe uma liberdade em que quem não fala de sexo é visto como retrógrado e tacanho. Agora o sexo não é tabu?
Se antes a homossexualidade era mal vista, os fetiches eram mal vistos hoje são-no igualmente. Ver filmes pornográficos continua a ser condenável, mas quem não sentiu ou sente curiosidade nem que seja apenas uma vez? É bem visto socialmente dizer que nunca se viu, é bem visto condenar a pornografia ao fogo do inferno. É bem visto olhar de lado para as pessoas que são homossexuais. É bem visto olhar muitas das fantasias com ar de reprovação. Pois é assim que parecemos pessoas normais, pessoas saudáveis, aos olhos dos outros.
Mas é isto que nos torna doentes. Todos temos um lado perverso, todos temos um lado mais obscuro, e é o não lidarmos com este lado, não o aceitarmos que nos torna doentes. Por muito que achemos que não estamos.
Talvez se devesse valorar menos uma sexualidade exposta, talvez se devesse preservar a nossa intimidade perante a nossa sexualidade, e talvez devêssemos aceitar para nós mesmos o que realmente somos. Se quem nos criou nos criou assim, então não será pecado, concerteza.

II

Eu descobri o caminho para o estrelato. E bem visto vou matar dois coelhos de uma cajadada! Eu explico:
Ser famoso tornou-se fácil. Não interessa que seja fama fútil, ganha através de mediatismos falsos que alimentam as revistas, o que interessa é chegar lá.
A virgindade é algo mediático. Encontrar um príncipe encantado continua a ser uma realidade. Mas claro que sim, se não porque raios deveria haver o casamento para toda a vida, e o dia de São Valentim? É porque ele existe, e anda por aí! Ora, eu como gosto de ir por caminhos curtos, e apanhar os coelhos que possa já tenho o plano traçado. Serão dois coelhos, e uma viagem de foguetão até ao caminho das estrelas. Até vou escrever um livro. E vou ser famosa!

Como?

Simples: Faço um crédito daqueles rápidos e instantâneos que os bancos aprovam sem olhar a meios, porque depois podem vir tirar-me a casa, por eles não lhes importa se eu posso pagar ou não. Claro como vai chegar uma crise económica sem precedentes eu não vou pagar um tostão. Adiante. Agarro nesse dinheirinho, e vou a esta clínica nos EUA. Claro, só podia ser EUA... O que fazem eles aqui? Reconstróem hímans vaginais! Para quê? Eu vou ser declarada a virgem do ano!
Claro, que uma virgem com a minha idade é um mito, e vai tudo andar atrás de mim, eu vou escrever um livro, e até vou ser relações públicas do Futebol Clube de Barcelona. Pelo caminho vai ser tanto sapo a querer ganhar o primeiro lugar na fila, que seguramente um deles se vai tornar o meu príncipe. Tal como nos contos de fadas!

Ah pensavam que a estratégia era em Portugal? Não... Aí já temos uma super virgem. Eu acho que o povo tuga não cai na esparrela duas vezes!

Ou cai?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Dos sonhos que se tornam pesadelos quando os lembramos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009 - O dia depois.


E o circo já começou!

(Quando eu ler decentemente o tratado de Copenhaga eu explico porquê. Agora estou a fazer postais de Natal.)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009 - Tratado de Lisboa, dia 1.


Passar um dia de feriado fora do país é, digamos, frustrante. Principalmente quando falamos com pessoas que estão aí e nos dizem que acordaram ao meio dia porque hoje não vão trabalhar. Eu acho que nós, os que viemos para fora, deveríamos ter direito aos nossos feriados e aos do país em que estamos. Seria justo. Assim, é injusto.

Para primeiro dia de Dezembro está tudo normal. Podia ter sido dia 1 de Novembro que eu não iria notar nada. Está tudo igual. A vida corre igual, o tempo é sensivelmente o mesmo - frio - e o tic tac do relógio tem o som de todos os dias. Mas hoje é dia 1 de Dezembro de 2009. E queiramos quer não, é um dia diferente de todos os outros dias do ano, pois todos os dias do ano são diferentes. Mesmo quando nos parecem demasiado iguais. É uma questão de percepção da realidade. Percepcionamos a mesma realidade todos os dias, as mesmas coisas, embora elas sejam diferentes todos os dias, mais que não seja, porque existem em tempos diferentes. As 9 horas da manhã de hoje não são as 9 horas da manhã de amanhã. É uma questão de tempo verbal. Passado, presente, e futuro.

E é por isso que eu fico à espera de ver se consigo ver para lá do tic tac normal, das horas que parecem iguais mas não são, e ver o que afinal nos vai reservar o dia 1 de Dezembro de 2009.

Porque no fundo vamos ver as coisas iguais, quando não o serão...

Questão pertinente...


Porque é que, nos anúncios de produtos de beleza para mulheres, homens, e etc, quando apresentam resultados de dados clínicos dizem sempre que 8 em 10 ficaram satisfeitos? Porquê 8 em 10 e não 10 em 10 se o produto é assim tão bom?

Só naquela...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

This is not mine!

(Não, não é meu. Demasiado... Romântico para mim. Um pedido. A imagem é, mas isso é sempre. )

sábado, 28 de novembro de 2009

Quebra-corações.


Era uma vez.

Era uma menina que arrastava sempre o seu coração. E ficava sempre com vontade de o estilhaçar. Mas as pessoas diziam sempre para ela continuar com ele. Olhavam para ele, e viam como era grande, e pensavam, eu consigo caber ali. E achavam que por ser tão grande devia ser bom, e por isso evitavam sempre que ela o partisse. Ela era boa. Mas era uma menina triste. E o coração pesava-lhe muito. Era demasiado grande, e as pessoas gostam de pessoas com corações grandes, mas o coração dela era grande mas era triste. Como ela.

Nunca chorava. Mas andava sempre com um ar triste. Uma vez, um menino perguntou-lhe porque não chorava. "As lágrimas ficam presas no coração. E ele fica cada vez mais pesado e maior." "Isso deve ser tão mau... Porque não quebras o coração?" perguntou o menino. "As pessoas à minha volta não me deixam. Dizem que um coração grande é bom." "Mas... as pessoas sabem o que está dentro do coração?" "Não..."

A menina ficou a pensar no menino, de olhos meigos, traços suaves, e sentiu o coração a pesar um pouco mais. As pessoas passavam à sua volta, sorriam-lhe, e tocavam-lhe o coração, rijo como uma pedra, e liso e suave ao toque. A menina nunca gostava que lhe tocassem o coração mas não conseguia evitar. Ele era grande, estava à vista de todos - a sua superfície estava.

Um outro dia, uma pessoa passou por ela e perguntou se podia fazer parte do seu coração, pois ele era tão grande, e a pessoa sentia-se tão sozinha... Ela disse que o coração lhe pesava muito, que não a poderia ter lá dentro. A pessoa não entendeu, e disse que a menina com um coração tão grande, devia de ser uma pedra. A menina, acto seguido, e com todas as suas forças, conseguiu erguer o coração no ar. As pessoas ficaram assustadas, paralisadas. Um estrondo ouviu-se e o coração desfez-se em pedaços, enquanto as lágrimas se soltaram e encharcaram tudo à volta.

As pessoas continuaram imóveis, como se as lágrimas as tivesse imobilizado, e a menina soltou uma única lágrima e foi embora.

Nunca mais ninguém a viu.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Os últimos serão...


...Os últimos! Principalmente quando não sabem falar inglês!

(Inspirado, ou copiado, da ideia das moscas mortas.)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Christmas? (Conversas da treta!)

Ao que parece, na minha vida pseudo profissional terei de lidar não só com os conhecidos de alguns, Adobe Photoshop e Adobe Illustrator, mas também com as versões Corel dos mesmos.

Então lá fiz eu o favorzinho de instalar o Corel Draw no meu pc, e hoje decido explorar a coisa. Para quem sabe mexer no Illustrator, pensei eu, não deve ser muito diferente.
Muito diferente não é, realmente. Mas é como regressar digamos... à idade da pedra. Pronto, estou a exagerar, mas estou quase lá.

Saiu isto, foleiro, claro, mas a paciencia também não é muita, e vou mas é voltar aos meus velhos conhecidos...

Esclarecimento: Rorschach é um espirro em alemão. Pensavam que era o nome do teste das manchas? Pois, também eu!

(Pronto, o título e a imagem é aquela coisa... Enigma.)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Só me apetece cobrir! (Alguém ao estalo!)


Eu hoje estou num daqueles dias. Em que Só me apetece cobrir! alguém à chapada, ao estalo ou lá o que seja que se dá com a mão a toda a força. Não que cobrir seja o melhor termo, mas é à bruta, e à bruta é bom.

Eu sempre fui contra aquele velho ditado que diz que a cavalo dado não se olha o dente, eu sempre olhei e contei os dentes dos cavalos que me dão a ver se depois não me vão dar algum desgosto na conta do dentista. Mas agora não sei porquê, acho que a coisa tem um limite. Ok, sou eu a dar o cavalo. E o bicho até é bom, que eu cá sou uma artista. A criar cavalos. Mas quem o recebe, não está bem bem a ver a coisa, e está a pedir-me um cavalo pintado de ouro. Pronto, substituam o cavalo por um book promocional. Fica mais fácil de me imaginar a criar uma capa para um book que a criar cavalos.

Eu gosto de fazer as coisas bem feitas, eu fui capaz de perder horas para preparar uma simples fotografia, um simples click, que modéstia à parte, ficou brilhante, para depois quê? Ah, mas nós estávamos a imaginar uma coisa mais assim que assado. Foi cozido mesmo, com o vapor dos meus neurónios a centrifugar, eu cá não asso nem frito. E é aqui que me deu vontade de cobrir estas criaturas ao estalo, pois não devem ter entendido que estão a tirar tempo, paciência, e gastos a uma pessoa - for free!

Por sorte, isto é para um amigo, de quem gosto assim muito, e ele tem muita sorte em me ter, mas eu acho que ele não sabe. Se não estes senhores das duas uma: ou me pagavam e bem, ou já tinham ido a andar.

Isto é levar o exagero ao extremo...

E a minha paciência começa a tocar o limite.

E há aquelas pessoas, depois, que merecem mesmo ser cobertas ao estalo.

Só naquela...

(M%$%" de post...)

domingo, 22 de novembro de 2009

A quem lê este blog...


Sim, a vocês, meus queridos e adorados leitores (ou nem tanto...) aqui vos deixo umas musicas para quem quer matar saudades daquelas mais antigas.

No meio tem umas em alemão, mas fazer o quê...

Ponham o som a altos berros, e sozinhos na sala, dancem às escuras!

Sabe tão bem!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Conversas da treta! ou a categorização do ser humano.

É sabido por toda a gente que gostamos de categorizar as coisas. Categorizamos hotéis, restaurantes, serviços, objectos, lojas, e... a nós mesmos!

Eu geralmente tendo a considerar que todos temos o mesmo valor e o mesmo direito à vida. Ainda assim, há alturas que uso as belas das categorias para colocar uns quantos indivíduos fora da minha prateleira por serem tão díspares e principalmente imorais. Mas a bem dizer isso nunca me fez tratar mal alguém, nem tirar-lhes a vida, ou cuspir-lhes no meio da rua, ou tratá-los como pessoas menos que eu. (Geralmente eu não estou em contacto com gente corrupta ou criminosa, portanto...) Ou mesmo comprar-lhes a vida, e a liberdade pelo preço de uma sanduíche!

Ao que parece os sem abrigo são seres humanos de quarta ou quinta categoria, ou algo que o valha. Porquê? Porque pagamos menos por coisas de quarta ou quinta categoria e há quem pense que a vida destes seres humanos não deve valer muito mais que uma sanduíche.

Quem são estes senhores? Uns que decidiram desenvolver uma vacina e que decidiram, na Polónia, transformar os sem abrigo em ratos de laboratório. Se calhar confundiram-nos com uns ratos mutantes. Só pode! Claro, isto não é crime. Crime seria se estes seres humanos fossem de primeira categoria. Caso fosse um Berlusconi, ou um Bush. Esses são de primeiríssima categoria.

O que me faz perguntar... E eu fico onde afinal? A julgar pelo meu mau feitio não devo subir muito na escala...

(Para entenderem o que escrevi, leiam este texto a parte de Polónia.)
(Os direitos humanos são constantemente violados, e aqui destaco o Artigo 5 da declaração dos direitos humanos. Se isto não é tratamento cruel, é o quê? Então mas a vida agora é passível de ser cotizada?)

Sem palavras.


Ou o reflexo da vida, espelhado aos nossos pés.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Da crise inventada, ou a manipulação do desespero.

O texto:

Ontem, vinha eu no transporte público, aka autocarro, e uma mulher ao meu lado estava ao telefone a chorar. E dizia entre os soluços que estava farta. Cansada. De procurar trabalho, de não a chamarem, de estar naquela situação. Que não aguentava mais. O Limite.

Eu reconheci nela o espírito de muita gente, vi nela o desanimo geral, provocado por esta crise. Que como já disse neste blog não é resultado de uma catástrofe natural, ou vingança divina. Talvez seja de quem se queira ver divino aos nossos olhos.
As pessoas estão cansadas. De forma geral. São obrigadas a fazer coisas que não gostam, para poder sobreviver, são entupidas de estupidificadores diários, toneladas de desinformação, e apanhadas em redes de ilusões fabricadas para as manter bem longe. Estou a dizer parvoíces? É mentira? Acaso não somos bombardeados com publicidade enganosa, filmes e séries descabidos - ou demasiado realistas que se querem como ficção - e programas que falam de coisas que não interessam ao menino Jesus? Acaso não somos bombardeados com noticias, desgraças, a crise, o terrorismo, a fome, a gripe, a peste negra? Vivemos numa sociedade em que resta pouca vontade para ser-se humano, e crescer, e no fundo eu até compreendo. É demasiado cansativo tentar sê-lo. E ainda não sei se vale a pena. As pessoas afundam-se, em busca de uma felicidade e de um pouco de paz, nas coisas que a sociedade lhes dá, afogam-se nos materialismos, e esquecem-se de quem são. A felicidade em si é um mito. Aquela sensação de ser sempre feliz e andar de sorriso estampado no rosto é um mito alimentado para que as pessoas a busquem. Mas não me vou alongar muito nisto.

Enquanto temos uma nuvem negra, gigante a pairar-nos em cima, mantendo-nos debaixo do seu negrume, as mudanças vão acontecendo. Lembro-me que alguém me disse que a melhor forma de controlar é manter alguém no desespero. É verdade.

Enquanto nos preocupamos com a crise, com a gripe, e ficamos perdidos com a desinformação, as decisões tomam-se sem sabermos porquê. Não que não nos digam, mas porque apenas nos dizem o que lhes interessa dizer.

O Tratado de Lisboa. É um documento maçudo, no qual estou a queimar as pestanas - apenas em alguns artigos - para tentar entender que afinal está a mudar na constituição europeia. E pelo que vejo está a mudar muita coisa. A União enquanto organismo ganha muito mais poder, os Estados-Membros perdem muito, e ficamos mais dependentes de um poder central. Se isto é bom? Não me parece. Mas mesmo nada. Nos artigos que estou a ler, e em comparação com o Tratado sobre o funcionamento da União Europeia os Estados-Membros perdem relevo na grande maioria dos domínios.

Fomos consultados para isto? Não. A Irlanda foi, disse não e voltou a ser porque se queria um sim. Se não, porque se repetiria um referendo sobre o Tratado de Lisboa? E que sabem as pessoas sobre o mesmo? O documento está disponível para quem o queira ler, mas como já aqui referi, ninguém no seu perfeito juízo vai ler um documento com a módica quantia de 274 páginas. Mas devia. Talvez não tudo, é maçador mas deviamos dedicar algum tempo do nosso tempo livre a ler com olhos de ler o dito.

Encontro muitas vezes a substituição da expressão "acção comum" por decisão. Qual é a diferença afinal? Uma acção comum é uma acção em que todos participam, e há quem possa decidir não participar, há quem possa dizer não. E uma decisão? Tem mais peso. Pode ser tomada pelo comum antes descrito, mas existe uma obrigatoriedade de a manter, inerente à força da palavra. Segundo, pelo menos a minha interpretação...

O que tem a ver isto com a primeira parte? É que nós, os cidadãos estamos tão embrulhados naquilo que julgamos ser nós mesmos, e tão preocupados em sobreviver, que nada disto nos importa, nada disto nos afecta, mas no fundo, é sobre a nossa vida, o nosso dinheiro, o nosso trabalho, sobre nós enquanto pessoas. É aqui que eu acredito na teoria da manipulação do desespero. Não temos forças para olhar para lá do emaranhado de noticias que nos chegam todos os dias, e as Elites vão decidindo o nosso futuro. Vamos cada vez menos ter uma voz activa mas sentimos que nada podemos fazer. Uma das provas disso mesmo é o nível de abstenção nas eleições que é cada vez maior. Sentimo-nos impotentes quando na verdade a nossa palavra deveria ser respeitada, sendo-nos dada uma informação CLARA e CONCISA sobre as alterações que se fazem quer nas leis como nas constituições.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

La Femme Fatale.


Isto é para o caso de alguém se atrever a meter-se comigo.

Eu sou má. Muito má.

domingo, 15 de novembro de 2009

Sem Palavras...

... Ou a infância perdida.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Friday 13

E eu que tenho um gato preto... Ai, ai, ai...

For You.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O meu Mundo.



Como está na moda postar obras de arte geniais, e pedir ao pessoal para as interpretar, eu para não ficar fora dela, deixo aqui a minha obra de Arte.

Vá, Cirrus, agora interpreta tu.

:)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Estamos entregues à bicharada!


E a prova disso é que quando um dos sites mais usados é deixado na mao de macacos especializados quando ocorre um erro.

Eu já sabia que estávamos entregues à bicharada. Mas podiam tentar disfarçar um pouco, quer dizer...

Macacos?!

Da culpa e da dor. Codified Post.



Se dói de quem é a culpa? De quem sente a dor, ou de quem a provoca? Se a dor é tão grande que nos mata a alma, ou pelo menos a deixa por metade, como explicar essa mesma dor? Como torná-la mais suportável aos nossos olhos? Uma dor, grande, enorme, insuportável, que nos faz querer adormecer mas não nos deixa ao mesmo tempo. Como conseguimos viver com uma dor assim?
Culpando-nos. Eu consigo aceitar a minha dor se tiver de carregar com a minha culpa pela mesma, pois só assim faz sentido ela existir. É um mecanismo inerente. Indissociável. E num momento ou noutro todos passamos por lá. Ou não...

A culpa torna-se proporcional à dor, a dor é suportável, faz sentido, a culpa é suportável - existem formas infinitas de nos punirmos, e a vida arrasta-se até que alguém nos consiga explicar que é um mecanismo de defesa sem sentido.

E quando não existem essas pessoas à nossa volta? A dor continua, a par da culpa que se torna cada vez mais justificada (pensamos nós) e mais justificada se torna a auto punição, seja lá ela o que for.
A menos que exista uma culpa real, que provoque a dor, bem, mas isso é outra história...
Há quem saiba e muito bem deste fantástico truque/mecanismo de lidar com a dor. E que o aproveita realmente muito bem, a seu favor, infligindo dor, esperando que as pessoas lidem com ela reagindo com a auto culpa, e ocultando que a culpa afinal não é delas. A culpa controla. Porque a culpa nos faz querer redimir, o sentimento de termos de nos subjugar pois provocámos algo de errado, a dor.

Não sei quem inventou este mecanismo mas quem o fez engendrou-o muito bem. E parece que conseguiu o seu objectivo com infinitas aplicações.
Também não sei o que me deu para escrever sobre a dor, e a culpa, deve ter sido alguma corrente de ar que passou por mim.

A culpa? Do vento. Claro.

(Andei a ler um tratado de psicologia sobre a dor. Só assim eu conseguiria chegar a tão brilhante conclusão. Deverei fazer um mestrado? Ou escrever (mais) um livro?)

E por muito que eu saiba que não, alguma coisa dentro de mim continua a dizer: A culpa É tua. Demais.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fábula - A borboleta.


" - Dói tanto! Mas a culpa é minha, tanta dor, a culpa só pode ser minha...
- Não, a culpa é daquele besouro que passou aqui, sem dó nem piedade e te levou a tua linda asa atrás. Mas... como podes pensar que alguma vez a culpa seria tua?
- Se eu não tivesse as asas mais bonitas, mais vistosas, ele nunca teria reparado em mim. A culpa é minha por ser tão linda. Se não fosse, não doeria, se não fosse, ele nunca repararia em mim.
- Deixa de ser tola. A culpa é do paspalho do besouro que tem inveja da tua beleza, e que não sabe apreciar as coisas sem as magoar ou querer para ele.
- Não, tu não entendes. Se a culpa não fosse minha porque iria isto doer tanto?

A outra borboleta sacudiu as asas num acto de incompreensão e levantou voo.

Ela ficou ali, a gemer de dor, e a chorar baixinho.

Quase ouvia o besouro dizer-lhe ao ouvido: "Quem te manda ser a mais bonita de todas? Isso tem um preço.""

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A primeira vez.


Basicamente, a primeira ilustração feita num programa de ilustração. Não é a primeira, já fiz mais, estão por aqui espalhadas, mas considero esta a paciente 00, pois foi a primeira depois de uma aula de Illustrator.

Não estou à espera que gostem ou digam que está uma maravilha e que sou uma artista.

Talvez depois de umas Vodkas esteja mas para já não.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Prisão de Palavras


Hoje publico no Prisão de Palavras, portanto, sejam bem-vindos aquele espaço.

Gracias.

Bolas de Manteiga.


Pronto. Isto São as bolas de manteiga! É assim tão estranho gostar disto? Eu acho que estranho é não gostar e, pior, não conhecer!

Podem vir dizer que ah, isso é uma coisa estranha vinda lá do Barreiro, mas não é estranha e é uma delícia. Estranhos são vocês todos.

Pois claro.

(Imagem retirada da internet. Pois se fosse tirada por mim, acho que nem conseguia. Comia-a antes, tal é a saudade...)

domingo, 1 de novembro de 2009

Someone told me...


He may be right.

sábado, 31 de outubro de 2009

Das coisas que nunca vou sentir.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

And then... The Monster wins...

video

And claims her heart.

(A primeira animaçao da minha autoria. Foleiramente feito em photoshop.)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

STOP


De tempos a tempos fico com vontade de fechar o blog. Acordo um dia, olho para isto, não lhe acho sentido, e penso - é hoje! Mas depois acabo sempre a deixar, a continuar. E às vezes acontece que o ponho em pausa, de férias, pois as questões de sobrevivência me consomem e a vontade de escrever é mais pequena. Mas acabo sempre a nunca fechar. E é simples o porquê. Só o farei quando tiver a certeza de que nunca mais vou voltar à blogosfera.

Por isso agora que questões de sobrevivência me consomem, vou parar um pouco.

E é isto. Bem sei que a imagem não tem muito a ver, mas eu nem sempre controlo os meus impulsos criativos. Era suposto ser uma mão a dizer STOP.

Enfim. Até ao meu regresso.

Nota: Façam um favor a vós mesmos, e aos vossos: Não tomem a vacina da gripe H1N1. Texto aqui, e sim, eu subscrevo pois antes do texto ter sido escrito, pesquisei e cheguei exactamente à mesma conclusão.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Do Frenesí - Outros pensamentos.



É de noite e o frenesí continua. Hoje é daqueles dias em que a cabeça está cheia de ondas, de frenesí de pensamentos que esbarram nas paredes e se estilhaçam por todos os lados estilhaçando-se de novo até nunca acabar. Olho o relógio e ele não vem, olho o telemóvel e ela não vem, hoje é dia de esperar, com o frenesí de pensamentos em loucura, as ausências da minha vida de todos os dias. Procuro incessantemente algo que me absorva os estilhaços e os novos pensamentos que ocupam uma cavidade cerebral em sangue, que espirra a cada novo passo que dou. Todo o meu corpo vibra, e eu busco uma actividade ritmada, compassada, veloz que possa acompanhar a velocidade dos pensamentos e o embate dos pensamentos dentro do meu corpo dentro de mim, e descubro que simplesmente tenho de estar sentada a observar. E à espera de ausências da minha vida de todos os dias, pois não existe actividade capaz de acompanhar o frenesí que tomou conta de mim hoje, que toma conta de mim quase todos os dias. E descubro as mãos no teclado, a única coisa capaz de acompanhar este frenesí enquanto uma música me entra pelos ouvidos acompanhando a velocidade das partículas que se passeiam a velocidades luz, no meu cérebro, e os dedos se esforçam por ir atrás e apanhá-las e apreende-las e expulsá-las para fora de mim.

E de repente o frenesí pára e tudo me cai, mas ele não pára, sou eu que paro, porque preciso de sair desta velocidade antes que me desintegre. De mim.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Conversas da Treta! Rapidinha. Não falamos a mesma Língua.

Eu tenho dias em que me sinto como se estivesse nas imediações de uma torre de Babel, naquela altura em que Deus decidiu mudar as línguas i.e. idiomas ao pessoal para ver se aprendiam a lição. Eu não sei muito bem que lição quereria Deus ensinar mas acho que ainda hoje as pessoas não a aprenderam. E às vezes, em conversa, com pessoas que falam a mesma língua que eu eu sinto que estou a falar chinês. Ainda não sei bem porque acontece isto. Se é a inflexão da voz, se a forma como constroem as frases - ou como eu construo as frases - ou o quê. Gostava de encontrar uma explicação para isto, pois ao fim de um dia de conversa, às vezes é um bocado duro sentir que as pessoas, mesmo que falem o mesmo idioma, não falam a mesma língua, é como se fossem de planetas distintos.

E eu cada vez menos consigo falar a línguam mais comum.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Da Vacina - Ou o que dizem as teorias da conspiração - Amén.

A vacina vai chegar a Portugal a dia 26 de Outubro. Vai chegar na quantidade de 49 000 vacinas, aproximadamente, e as primeiras pessoas a serem vacinadas serão as consideradas de risco, quer por motivos de saúde, quer por serem essenciais ao funcionamento dos serviços básicos do país.

Esta vacina gerou muita polémica e muitas pessoas alertam para os efeitos secundários. A polémica proveio principalmente do exagerado alarmismo, e das famosas teorias da conspiração, pelo menos para as pessoas que procuram estar informadas - as teorias da conspiração não abrem telejornais...

À partida o perigo real da vacina será o mesmo que outros perigos que poderão representar outras vacinas, nomeadamente as que protegem contra a gripe sazonal. Os efeitos secundários que são descritos como raros ou muito raros. Um deles o síndrome de Guillain Barré, uma doença rara mas muito perigosa, que afecta o sistema nervoso. Este efeito existe tanto nesta vacina como em qualquer das sazonais.


Penso que um dos grandes problemas desta vacina é a "falta de tempo". O verdadeiro estudo clínico da mesma vai ser feito a larga escala. Não se sabem bem ainda se terá mais efeitos que os descritos, e por isso as monitorizações serão mais rigorosas. Há muita coisa que não se sabe, em torno desta vacina, e este vírus é diferente da H1N1 que está no leque de estirpes sazonais todos os anos. No que respeita ao que não sabemos, às coisas que estão por detrás, etc, eu não sei e como tal não serei eu a levantar véus que não tenho.




Mas sei de duas coisas. Quem vai beneficiar com tudo isto, e quem vai sofrer as tristes consequências nascidas de um alarmismo completamente descabido e de uma desinformação total.

Mas não serei eu.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Interpretem!

Andei há uns tempos atrás por uns blogs que tinham umas imagens interessantes para interpretar, e o pessoal era só dar palpites.

A miss Fada colocou num dos seus blogs umas imagens, diga-se de passagem, manhosas e depois queria que o pessoal adivinhasse. Eu prometi que iria fazer alguma coisa parecida, assim só naquela do gozo, e acabei mesmo por fazer.

Para bom entendedor meia palavra basta, e esta imagem está cheia dessas coisas. Mas eu sou simpática. Coloquei simbolismos, definidos e não coisas abstractas retiradas de coisas estranhas que podem parecer tudo e não ser nada. Aqui o que é é, mas é sempre alguma coisa mais.

Porque tudo tem o seu lado obscuro e nem todos o conseguem/querem ver...

(Montagem da minha autoria com imagens retiradas da net. Até Frida Kahlo tem...)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Da beleza - Outros pensamentos.


Diário, 12 de Outubro de 1996.

"Hoje disseram-me que sou uma mulher muito bonita. Eu sorri, agradeci, e provavelmente corei. Na garganta ficou-me a lágrima e o desejo de não ser assim. E fiquei a meio caminho de dizer que a minha beleza tem um preço, que está a ser pago, e que me acompanhará o resto da minha vida.
É simples. Se eu não fosse bonita o meu pai não quereria tocar. Geralmente esqueço-me mas hoje foi brutal. Hoje tudo foi brutal e amanhã também vai ser. Eu sinto toda a culpa disto. Se eu não fosse bonita, ele hoje não me teria quase esmagado, na alma, porque no corpo nem ouso escrever o que me fez. Sou nova e estou partida, aos cacos, mas geralmente não sei. Geralmente apago tudo da minha mente, e sigo os dias normais, com os amigos, os colegas, sou uma pessoa normal. Mas hoje não foi fácil, hoje senti demais, hoje rasgou e fez um rio de sangue. Por isso, quando hoje me disseram que sou bonita, doeu ainda mais. A culpa é minha.

Ele diz que é amor. Que é assim que deve ser. Claro, eu não sei como é que o amor me rompe a alma e me deixa em sangue, e como é que as pessoas desejam tanto senti-lo. Não deve ser bem assim, mas ninguém acreditaria em mim se eu dissesse que o meu pai dorme ao meu lado, que me abraça, e... não preciso escrever mais. O resto está gravado a fogo na minha alma, e vai estar para sempre.

Eu sou uma mulher bonita. Muito. Mas a minha beleza custou-me uma alma em sangue. Sou nova mas sinto que me foi roubada toda a beleza e todo o esplendor que eu poderia ter. E sei que vou levar uma alma e uma beleza rachadas para o resto da minha vida.

Sem ela saber."

Olhou o que escreveu. E lembrou-se que poderia ser lido por alguém. A medo, rasgou a folha do diário perfumado, e queimou-a, lentamente na lareira. Sentiu a mão arder, e soube-lhe bem essa dor, física, e deixou-se ficar com a mão. Até queimar.

Ficção.
Imagem retirada da net.

domingo, 11 de outubro de 2009

Obama Nobel da quê?!

Hoje estou naqueles dias em que olho para o ecrã e simplesmente não sei o que escrever. É daqueles dias, em que na televisão só dá futebol, e futebol aqui é Cristiano Ronaldo. Eu não sei o que é que o gajo tem de especial, ele até parece... Pronto, tem um estilo... vistoso, digamos. Ou então agora a nova moda para tratar de assuntos parlamentares e politicos são as sms´s. Eu não presto muita atenção mas anda por aí a causar furor uma "mensagem para Ric", eu acho que isto é um código qualquer entre políticos da oposição para mandar o governo pelos ares.
Depois vou passeando pelo Google Images e encontro uma imagem um tanto estranha, coloca o Barack Obama lado a lado com o Brad Pitt, e eu fico curiosa. O que diz? Que o Barack Obama é mais estiloso que o Brad Pitt ou mesmo o David Beckam (Aqui).

Eu sei, era suposto eu falar sobre o nobel da paz. Mas dizer o que?!

Eu nem comento...

Nota: A montagem é minha mas as imagens, o gato das botas e o Obama, foram retiradas da net. Claro nunca poderia ter sido eu a fotografar o homem. E tão lindo que ele é!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sem palavras, com palavras, assim assim.


Hoje deu-me para por pessoas e animais, aborrecidos, ou a salivar por um beijo que ficou na história. Porque quando há um beijo apaixonado as pessoas tendem a olhar, olhares quer de desejo, quer de desdenho (desejo escondido) quer de repugnância (desejo muito escondido e recalcado) mas nunca, nunca de indiferença.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

As personalidades que gostava de ter conhecido...


Vai-se lá saber porquê, mas ontem pus-me a pensar, qual Newton debaixo da árvore, sobre algumas personalidades que... eu gostava de ter conhecido. Daquelas pessoas, que ora me parecem ter sido interessantes, ora daquelas que gostava de questionar sobre algumas questões.

Michael Jackson: Quando ele morreu, eu vi-o na televisão porque a televisão aqui simplesmente não se calava, e acabei a ver algumas entrevistas. Passaram-me ao lado as questões sobre a cor da pele, ou sobre a questão de pedofilia para ver o que me pareceu ser uma pessoa estranhamente, e verdadeiramente genuína. Não sei explicar. Mas gostava de ver a coisa de perto.

Adolf Hitler: Não sou nazista, nem nada que se pareça, mas gostava de entender o que, ou quem estava por detrás de tudo aquilo. Ouvi-lo, sem ser pela boca dos outros, conseguir entender os ideais. Sim, já sei... o Mein Kampf.

Jesus: Por um lado ficava a saber se existiu mesmo, e sim, eu sei que há evidências históricas que apontam para tal. Mas gostava de ter percebido quem foi o homem por detrás do mito porque claro, é um mito. Daqueles.

J.F.K.: Gostava de ter conversado com ele sobre... as sociedades secretas que ele quis tão sabiamente proibir no seu famoso discurso. Ou um dos, vá...

Rik Clay: Eu sei, eu não resisto. Tive conhecimento desta personagem por um blog da praça blogótica, e fritei. A bem dizer não fritei, mas por este eu fritava com toda a certeza. Pelo que li dele aqui, tinha muito conhecimento em diversos assuntos, e devia ser uma daquelas pessoas... Para além de que era ilustrador e webdesigner."Oh pssst, explica lá como é que se faz!"

Depois há aquelas personagens, que andam por cá e que eu gostaria de ver frente a frente.

Ora temos o Robin Williams, um excelente actor, o Johnny Deep que além de muito bom actor é, digamos, muito bem parecido (e ai de alguém que me venha dizer que o gajo é gay!), e depois temos outros como o Obama, gostava de lhe dar pessoalmente a vacina da H1N1, coisa que haveria de correr muito bem, pois eu nunca dei uma injecção na vida, mas tudo se aprende; o Osama Bin Laden, que eu não sei mas acho que devia estar na lista dos mortos, mas há quem diga que ele está vivo, e até mais novo. Gostava de saber qual o segredo...

E pronto. Hoje deu-me para isto, quer dizer, ontem deu-me para isto, se alguém me quiser seguir o exemplo, estejam à vontade.

domingo, 4 de outubro de 2009

Ah e tal... Tratado de Lisboa.


Alguém sabe o que é o tratado de Lisboa? Não? Pois juntem-se ao grupo.

Haverá aqueles que saberão, que é um conjunto de alterações à constituição europeia em vigor, mas e quais? Sabem ao certo? Não? Pois eu também não. Então vamos ao Google, às páginas do dito e lá temos a coisa resumida e explicada, e serve mais ou menos para dar mais poderes aos órgãos da união europeia, directamente eleitos pelos cidadãos, em assuntos de muita importância, tais como a crise, questões ambientais, e também no que respeita a fronteiras e livre circulação de pessoas e bens. Mais ou menos isto. Assim ficaria menos para os governos decidirem e os órgãos europeus tomavam melhor o controlo da coisa. Se isto é assim como eu estou a dizer... A coisa não me cheira, mas eu também não sei bem porque não o li, li apenas esta explicação nas páginas oficiais.

Tivemos referendo? Não. Vamos ter? Não. E agora penso eu aqui com os meus botões... A Irlanda teve não um mas dois referendos. E no primeiro disse que não queriam este novo tratado de Lisboa. No segundo disse que sim. Eu pergunto, porque é que eles disseram que não no primeiro? E porque é que se teve de fazer um segundo?

Não sei muito bem o que é, mas do pouco que li fiquei de pé atrás. E porque é que eu não leio tudo!? Ora porque o belo do documento tem tão somente 387 páginas!(Aqui).
Ora, para quem nem bons romances lê, e não estou a falar de mim, mas da população em geral, é fácil nos irmos informar nos resumos, nas breves explicações que nos são dadas, e OK, venha de lá ele. Eu compreendo. Eu ia adormecendo quando o comecei a ler e vou ter de dar uns quantos saltos, e isto vai demorar uns dias. Mas vou ler. E vou tirar as minhas conclusões acerca do que se trata, e pronto. Não vai haver referendo não é senhor PM... Lá o teremos de comer com batatas, alho, e azeite. Mesmo à portuguesa!

sábado, 3 de outubro de 2009

Conversas da treta ou o Último Samurai.


Quem é o último Samurai?! Eu, claro! Decidi que afinal sou um desses heróis japoneses que usa a mente como uma das principais armas. Eles até vêem o futuro e tudo! Por isso a coisa começa com a bendita meditação, claro.
Eu não sou lá muito dada a coisas que envolvam uma extrema concentração, e principalmente silêncio mental. Ora meditar é não pensar. E depois há aquelas coisas que acontecem, quando meditamos, a que temos tendência de chamar como coisas espirituais, mas que não passarão de reacções químicas do nosso cérebro, porque o pobre ficou sem nada que fazer. Há sempre o perigo de eu "acordar" da meditação a dizer que... falei com Jesus? Não. Que falei mesmo com o Jacko, e que ele me mostrou a luz (ou quem o matou, para eu poder vender a informação). Ou dizer que fui abduzida. Sim, este é o meu maior medo quanto à meditação. Ser abduzida e ser transformada em qualquer coisa... menos humana.

Mas ser Samurai passa invariavelmente por aí. A parte que me agrada e muito é que posso fugir para o meio do bosque e nunca mais ser vista, que ninguém vai à minha procura. Sou um Samurai, o isolamento é natural. E depois... Existe sempre aquele silêncio dos templos, e daquelas aldeias minúsculas em que não existem televisões com gente a fazer peixeirada, nem gente que goste de as ver. Ou sequer gente que fale alto e estrague o tão sagrado silêncio que eu gosto.

Quando estiver treinada, vou voltar, e a minha lista negra vai ser, finalmente usada. Começo por aqueles que governam o nosso país e que pensam que são misticos, a ver se o misticismo deles consegue competir com o meu. Pois sim...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Da realidade - a minha.


(Este texto foi um pedido.)

Tem dias. A realidade nem sempre é a mesma todos os dias e está, para mim, impregnada de sentimentos, os meus sentimentos. Nem sempre olho as coisas à minha volta da mesma forma. Nem sempre lhes dou o mesmo significado, nem sempre lhes atribuo a mesma emoção. Mas no fundo é isso. Não é ver o que vejo quando olho, é sentir o que sinto quando olho. Sou feita de emoções, de sentimentos, todos somos, e é através deles que sinto a realidade. Sou detalhista. Gosto de perceber as pequenas curvas, as pontas de algo sem ter de fixar-me no todo. Gosto de observar pequenos pormenores, gosto de registar as pequenas perfeições das coisas no meio da desordem. Gosto de sentir quando olho as coisas, gosto de fazer sentir quando lhes tomo o registo. Pequenas expressões, olhares, gestos, que muitas vezes justificam viver o dia. O todo só é um todo quando conseguimos perceber primeiro o pormenor. Partir das pequenas peças que constituem a vida, para depois esta ganhar todo um outro sabor.

E quando penso em fotografia é isto. É fazer passar aos outros esta forma de sentir, não só ver, mas prender pelo que se sente. É dar uma forma de sentir. Fazer mergulhar nos sentimentos e descobrir todo um mundo que não se sabe que se tem, muitas vezes ou que se tem medo de descobrir. Sem a magia do sentir uma fotografia não vale nada. Mesmo nada. Por muito boa que seja, por muito estética que esteja. Não é nada se não nos faz parar na passagem.

É isto que estou a tentar fazer.